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275 resultados encontrados para "músicas fofinhas"

  • A Violinista Encantada - Ginette Neveu

    Nascida em Paris, em 11 de agosto de 1919, Ginette Neveu revelou-se musical na primeira infância. Aos 5 tocou seu violino em público pela primeira vez, mas foi aos 7 que se deu sua estréia oficial: tocou o dificílimo concerto de Max Bruch na Salle Gaveaux, em Paris. Aos 9 ela se graduou no Conservatório de Paris com destaque. Aos 12 o professor Carl Flesch a ouviu num concurso e se ofereceu para dar aulas de graça. Aos 15 anos Ginette fez o impossível. Ganhou o Concurso Wieniawsky, em Varsóvia, que teve no segundo lugar ninguém menos que David Oistrakh, 27. E a ainda pequenininha Ida Haendel (aos 5), que ganhou uma medalha e tirou 7º lugar. Esse feito impressiona e assombra o mundo, porque Oistrakh viria a se tornar um dos (sei lá) cinco maiores violinistas de meados do século XX. Ginette teve uma carreira curta impecável, seu pianista era seu irmão, Jean-Paul Neveu. E além do repertório de violino e piano, ela excursionava com o repertório de violino e orquestra. Em 28 de outubro de 1949, ia com seu irmão de Paris a Nova Iorque quando o avião bateu numa montanha nos Açores, não deixando sobreviventes. Ela tinha 30 anos. Foram 48 vítimas. A sorte é que nos deixou gravações. Eu pessoalmente acho seu som cósmico, foram poucos os violinistas que me surpreenderam como ela. Ela tinha uma sonoridade límpida, clara. Sua técnica era evoluída. Ela fazia as passagens mais difíceis soarem fáceis, como se estivesse 50 anos à frente. Tocando Sibelius, revela-se sua mais óbvia façanha: era uma pintora, fazendo a gente ver as cores e até sentir o frio. No segundo movimento do Concerto para Violino de Beethoven, parece uma voz suave, mas que cala a todos quando fala. Às vezes, uma nota que antes era só uma nota, vira um momento revelador. Você tem que ter a experiência de, ao menos uma vez na vida, escutar Ginette Neveu. Gravações importantes - Johannes Brahms - Concerto para Violino, com a Orquestra Philharmonia, regida por Issay Dobrowen - Jean Sibelius - Concerto para Violino, com a Orquestra Philharmonia, dirigida por Walter Susskind - Claude Debussy - Sonata para Violino e Piano, com Jean-Paul Neveu - Richard Strauss - Sonata para Violino e Piano, com Gustaf Beck - Ludwig van Beethoven - Concerto para Violino, com a Orquestra SWR, de Stuttgart, regida por Hans Rosbaud (uma gravação ao vivo resgatada do último ano de sua vida - contém uma outra gravação maravilhosa, também ao vivo, do Concerto de Brahms, com a Filarmônica da Haia, regida por Antal Doráti) Abaixo, um trecho do Poème de Ernest Chausson. Observe o carisma, a entonação (afinação) com que ela toca os trinados e a intensidade do seu olhar e do seu toque.

  • Como as orquestras estão lidando com a pandemia?

    Há uma imensa estrutura em volta da orquestra: pra começar, eles têm mais músicos do que se costuma ver Os músicos e funcionários concordaram em cortar o próprio salário em 15%. Regentes e músicos têm aceitado cortes antes impensáveis nos seus salários. Os músicos da Orquestra de Filadélfia recebem 75% do seu antigo salário, isso até março, quando eles Só espero que no meio do caminho a música não pare.

  • Corrupião / Ode Aos Ratos - Argonautas Interpretam Edu Lobo

    Essa faixa encerra nosso 3º disco, "Argonautas Interpretam Edu Lobo". Fundi - não, isso não soou bem... Fiz a fusão de dois baiões do Edu: Corrupião, instrumental e Ode aos Ratos, com letra do Chico Buarque. Veja as outras postagens sobre os Argonautas aqui. Ode aos Ratos (Edu Lobo e Chico Buarque) ​ Rato de rua Irrequieta criatura Tribo em frenética proliferação Lúbrico, libidinoso transeunte Boca de estômago Atrás do seu quinhão ​ Vão aos magotes A dar com um pau Levando o terror Do parking ao living Do shopping center ao léu Do cano de esgoto Pro topo do arranha-céu ​ Rato de rua Aborígene do lodo Fuça gelada Couraça de sabão Quase risonho Profanador de tumba Sobrevivente À chacina e à lei do cão ​ Saqueador da metrópole Tenaz roedor De toda esperança Estuporador da ilusão Ó meu semelhante Filho de Deus, meu irmão Heriberto Porto flauta Rafael Torres violão, voz e arranjo Ayrton Pessoa piano Ednar Pinho baixo Luiz Orsano percussão Gravado em 2019 no estúdio Trilha Sonora, Fortaleza, Ceará Produção: Rafael Torres Direção Artística: Rafael Torres Gravação: Hugo Lage e Luiz Orsano Mixagem e Masterização: Luiz Orsano

  • A Ilha dos Mortos - Rachmaninoff - Análise

    Sendo a música em compasso de 5 tempos (5/8), são 3 tempos para o remo na água e 2 fora da água. Em vez disso, a música tem um metabolismo, uma força motora. É lento, fazendo com que a música bata os 22 minutos. O som é bem velhinho, mas o chiado faz é contribuir para a atmosfera sinistra da música. É de 1929.

  • Chopin - Os Prelúdios, Op. 28 - Análise

    Mas é outra música, com o mesmo tom funesto.

  • As Maiores, melhores e mais belas Sinfonias já escritas

    Não é muito a intenção do blog ficar apontando as "10 músicas clássicas para relaxar", ou "10 músicas Mas, afinal, quem não é familiarizado com música clássica fica perdido, sem saber por onde começar. Se for difícil ficar 1h escutando uma música (até pra mim, às vezes, é cansativo), pegue o primeiro movimento Tem a ver com as tormentas do planetão e a música meio tempestuosa. A norma culta da música de então tinha padrões muito firmes, não acontecia nada de muito arrebatador

  • Filarmônica de Viena - As Melhores orquestras do mundo 3

    Os músicos que entram pra Filarmônica são aqueles que mais se destacam em outra orquestra, a da Ópera Estes músicos são muito valorizados. Ainda tem a Sala Brahms e outras 3 menores para recitais e música de câmara. Em 1913 ocorreu o Skandalkonzert (algo como concerto do escândalo), que foi uma apresentação de música Eles tocam música leve, como as valsas e polkas de Joseph, Johann e Johann II Strauss, bem como obras

  • Top 10 Álbuns de João Gilberto

    Compreendam que ele é um dos meus músicos favoritos. A lista reflete apenas a minha opinião. Nessa música ele faz o equilíbrio ideal entre seus rubatos. Foi nessa música que eu percebi como a voz dos três é belíssima. afeito a regravar mil vezes a mesma música). A maioria das músicas ele já tinha gravado, mas a gravação é bem vinda.

  • Os Milagres de Mozart - Concerto para Flauta e Harpa - Análise

    Isso e o fato de que ele era um músico realmente prodigioso. Veja aqui um exemplo. Enfim. Faz parecer que os músicos estão improvisando. Gravações Recomendadas - Lisa Beznosiuk (flauta) e Francis Kelly (harpa), com a Academy of Ancient Music

  • Trenodia para as vítimas de hiroshima: um grito congelado no clarão da bomba

    A peça, assombrosa, não é nada convencional, mesmo para a época, quando a música se tornava cada vez Uma música sentimental e bonita, que parece falar do trágico, também. Mas ele opta pelo grotesco. extremamente bem sucedido, tendo, nos anos 70, dado uma guinada de estilo: largou a vanguarda e veio fazer música

  • Tchaikovsky - Sinfonia Nº 6 "Pathétique" - Análise

    Será possível deixar um recado profundamente perturbador com uma música? A música na Rússia no século XIX, se formos reduzir bem ao mínimo, começa com Mikhail Glinka (obviamente houve compositores antes dele, mas ele foi o pai da música erudita com raíses, de fato, calcadas naquele A música parece ter uma centelha de vida quando entram as violas (1m14s) e então repete (1m28s). A música parece agonizar. O gongo (46m46s) parece ser a sentença de que tudo se aproxima do fim.

  • Argonautas - Choro Dela (para a Beatriz, com todo o amor)

    Quando a minha filha Beatriz foi completar 1 aninho, em 2011, eu fiz essa música. Gosto muito dela (da música e, obviamente da minha filha). É uma música buarqueana, nas suas características.

  • Rachmaninoff ou Rachmaninov? Como se pronuncia e Escreve?

    Os russos têm enorme dificuldade em traduzir os nomes para a escrita ocidental. Pra começar, o "o" de Rachmaninoff tem, na verdade, som de Ö. Aquele o com e alemão. Então, às vezes eles põem um o, como Gorbatchov (ele mesmo, às vezes, aparece como Gorbachev), e às vezes, um e, como Pletnev. O som é o mesmo: Ö. Agora vamos pro ff ou v. Também não faz diferença. O som é de f. No caso de Rachmaninoff, usava-se muito Rachmaninov, mas ele mesmo assinava noff, de modo que passou-se a usar mais este. Tipo, no Spotify tá com ff. Nas capas da maioria dos discos modernos, também. Eu me acostumei mais com essa. Calma que ainda faltam dois fonemas. O R de Ra, é trinado, como em prato. E o ch é como o rr (de arroz). Melhor que tentar escrever é mostrar. Veja abaixo. Espero ter ajudado, foi um prazer. Não deixe de conferir nossas listas de: Top 10 Sinfonias Top 10 Concertos para Piano Top 10 Sonatas para Piano

  • Beethoven - Sinfonia nº 6 "Pastoral" - Análise

    Essa música é uma homenagem dele ao campo. Perceba os trinados das cordas, sempre pontuando a música com o canto de passarinhos. Mas ao mesmo tempo, tem uma força motora, algo carregando a música para frente. Além disso, faz a orquestra tocar com toda a serenidade que a música pede. Eu estava acostumado com Bernstein, que me parecia que queria que a música acabasse logo.

  • Brahms - O 2º Concerto para piano - Análise

    Brahms nunca escreveu ópera, era apegado às chamadas velhas formas (sinfonia, concerto, sonata - musica Mas Wagner trazia o novo, o bombástico, o apaixonadamente romântico para a música. Ele defendia que a música tinha que descrever alguma coisa. Que música simplesmente por ser música era algo sem propósito. É um disco duplo que tem em todas as estantes de amantes de música clássica.

  • Rachmaninoff - Concerto para Piano Nº 3

    ) - ouvir o próprio compositor tocando, ainda que com algumas edições (tiveram que cortar partes da música

  • Chopin - Os Estudos (Études) - Análise

    O que Chopin fez foi colocar música nesse conceito.

  • Rachmaninoff - Concerto para Piano Nº 4 - O Patinho Feio

    Quando a música entra na sua cabeça, aí toda a sua beleza vem em cada audição.

  • Top 10 das melhores faixas de rock brasileiro: os anos 90!

    O resultado são músicas arrebatadoras e finais trágicos para suas maiores figuras, Chorão e Champignon

  • Riga, a cidade mística

    O disco se chamava “From My Home: Music From the Baltic Countries” e a capa era uma bicicleta em uma Como passava o dia fazendo coisa nenhuma, ficava no computador baixando música no Lime Wire (antigamente baixava-se música assim). A segunda é "Fratres", música mais comumente gravada em sua versão para violino e piano, mas aqui, violino no maravilhoso ano de 2020 (cof, cof), continuo fascinado por aquele mar, aquela bicicleta e aquela música

  • Schubert e a Morte (e a Donzela)

    Só não escreveu música concertante. Mas apesar disso, era pobre e tímido.

  • Rachmaninoff - Concerto Nº 2 - Análise

    Ele ganhou intimidade com o doutor, que era apaixonado por música, e foi recuperando sua auto confiança Ele irá se tornar um "vírus", que é um elemento que vai tomando conta da música até dominá-la por completo A música vai ganhando tensão até explodir numa cadência curta e virtuosística do piano. Tudo é mágico, e se você quiser se perder na música, ouça esta gravação.

  • Um disco que você precisa conhecer (Rachmaninoff - Concertos 1 e 2 - OS Boston, Ozawa, Zimerman)

    Até a música pop (All By Myself) aproveitou linhas deste concerto. Não tenho como descrever como essa música é impactante. Não à toa é o concerto mais executado.

  • A impressionante orquestração de Ravel (Daphnis et Chloé - Suíte Nº 2)

    Orquestrar é a arte de escrever ou reescrever (transcrever) uma música especificamente para orquestra

  • Disco: Preghiera -Trios de Rachmaninoff

    A gente ouve várias gravações da mesma peça. No caso dos 2 Trios Élégiaques de Rachmaninoff, a versão de referência, ou ao menos uma delas, é do Beaux Arts Trio. Mas mesmo o grupo dessa formação (violino, violoncelo e piano) mais famoso do mundo não é páreo para quando uma gravadora resolve juntar 3 solistas geniais. É o caso do disco Preghiera, de 2017, que junta o violinista letão Gidon Kremer, a violoncelista lituana Giedre Dirvanauskaite e o pianista russo Daniil Trifonov. Os três simplesmente dominam as peças. O álbum abre com a peça que lhe dá nome: Preghiera é um arranjo de Fritz Kreisler para o segundo movimento do Segundo Concerto para Piano de Rachmaninoff. Ele reduziu para piano e violino (seu instrumento, com o qual chegou a gravar algumas sonatas com Rachmaninoff). É bonito, mas é só o que eu tenho a dizer. Seguimos com o começo propriamente dito. Eles invertem e tocam o Trio Élégiaque Nº 2 primeiro. E com perfeição. É uma peça que tem estrutura de sonata, e é elegíaca (dã), então você não pode sair desse clima meio fúnebre, mas encantado. Quase de oração (Preghiera é oração em italiano, ou me corrijam). Pois bem, do clima eles não saem, fazendo com maestria as pequenas variações de humor presentes na peça. Mas é a expressividade que é marcante. Como o trio é uma formação bem pequena, todos os três têm a oportunidade de brilhar e mostrar sua sensibilidade no fraseado. O compositor escreveu essa peça após a morte de seu amigo e mentor Pyotr Tchaikovsky. A solenidade e a beleza mostram o quanto ele admirava o mestre, que morreu repentina e tragicamente em 1893. Tem 3 movimentos. Por um tempo ele, que era muito autocrítico, não gostava da obra. Até que ouviu uma performance arrebatadora do Trio Moscou: "Vocês me fizeram amar meu Trio!" Curiosamente, é do 1º Trio Élégiaque que eu mais gosto. Ele é em um só movimento, mais curto que cada um dos dois primeiros do Trio nº 2. É uma peça que ele compôs quando era estudante, aos 18 anos. Mas é uma pequena joia. Ele começa com o acompanhamento do violino e do violoncelo, um artifício (abrir a peça com uma figura de acompanhamento) que ele usaria famosamente no 3º Concerto para Piano, muitos anos depois. Aí o piano anuncia a maravilhosa melodia, que servirá de tema principal pela obra. Ela termina com o mesmo tema, mas dessa vez com um verdadeiro acompanhamento de Marcha Fúnebre. Os Trios Elegíacos de Racmaninoff estão entre os mais expressivos e belos da literatura (vasta) para esta formação. Sugiro que você escute e depois me conte o que achou. São obras de uma magnitude e importância enormes.

A Arara Neon é um blog sobre artes, ideias, música clássica e muito mais. De Fortaleza, Ceará, Brasil.

2024

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