• Rafael Torres

20 Músicas Clássicas para Iniciantes


A intenção aqui é darmos uma espécie de compasso para quem quer começar a ouvir música clássica, mas nem sabe por onde começar. Demos certa prioridade a músicas que são completas - não são parte de obras maiores. Mas tem algumas.


Não são simplesmente as músicas mais lindas, ou mais relaxantes etc. Aqui são músicas sérias. Que, por acaso, são lindas. Você vai adorar cada uma, mas não tenha pressa. Escolha algumas e deixe-se levar pela beleza.


Escute-as no Spotify aqui.


1 - O Canto do Cisne Negro - Heitor Villa-Lobos (modernismo)

Uma peça magnífica para violoncelo e piano sobre a qual pouco se sabe. Funciona também com violino e piano, Villa escreveu dos dois jeitos. Ela tem um clima encantado.


2 - Vocalise - Sergei Rachmaninoff (romântismo tardio)

Essa peça existe também em vários formatos: para piano, para orquestra, para violoncelo e piano. É muito famosa, uma longa melodia simplesmente inspirada, linda. Depois outras melodias vão se formando, se enganchando.


3 - Melodia - Da ópera Orfeu e Eurídice - Christoph Willibald Gluck (clássicismo)

Pertencente à Ópera Orfeu e Eurídice, de Gluck, essa melodia foi extraída e transcrita para piano por Sgambati. Hoje, muitos pianistas a usam como encore.


4 - Bourée - Suíte para Violoncelo Nº 3 - Johann Sebastian Bach (barroco)

As suítes para violoncelo de Bach são extremamente conhecidas, dotadas de beleza e muita inventividade. São peças para violoncelo solo, o que é raro. São 6 suítes com 6 peças cada uma. Eu escolhi as Bourées 1 e 2 da 3ª Suíte. É incrível como você tem a melodia principal, contra cantos e os baixos, todos vindo como se fossem uma coisa só.


5 - A Lenda do Caboclo - Heitor Villa-Lobos (modernismo)

A Lenda do Caboclo é mais uma peça mágica de Villa-Lobos. Escrita para piano, tem uma atmosfera de misticismo. A música não conta uma lenda. Ela é a própria lenda.


6 - Pavana para uma Infanta Morta - Maurice Ravel (impressionismo)

Essa peça também existe em duas versões: piano e orquestra. Eu incluí a versão orquestral, porque é mais conhecida e funciona levemente melhor. A trompa cuida da linda melodia, num registro agudo. Quando a orquestra é boa, o trompista dá uma aula de respiração.


7 - Rêverie - Claude Debussy (impressionismo)

Peça para piano, tem um ritmo que parece quebrado, às vezes. É uma obra da juventude de Debussy, ainda bem tonal e com um pé no romantismo. É muito linda.


8 - Pavana - Gabriel Fauré (romantismo tardio)

A Pavana de Fauré é a peça mais conhecida dele, que foi professor de Debussy e de tantos outros. É uma melodia belíssima, apresentada pela primeira vez na flauta. Existe na versão para orquestra e para orquestra e coro. Prefiro a puramente instrumental.


9 - Valsa da Dor - Heitor Villa-Lobos (modernismo)

Essa é uma das peças mais conhecidas de Villa-Lobos. É para piano. É a Valsa da Dor. Não podia ter outro nome e esse nome não podia ter outra valsa.


10 - Lacrimosa (Do Réquiem) - Wofgang Amadeus Mozart (classicismo)

Um dos movimentos mais dramáticos do Réquiem de Mozart, foi tamém o último que ele compôs - na verdade, teve que ser completado. Mozart vem a morrer enquanto escreve o Ráquiem, a missa dos mortos. Para coro e orquestra, esse movimento é arrepiante.


11 - La Badinage - Marin Marais (barroco)

La Badinage é uma peça que pertence a um livro chamado Pièces de Viole, que são peças para viola da gamba (um precursor do violoncelo e sua família) e contínuo (às vezes cravo, às vezes teorbo, às vezes os dois).


12 - Gretchen am Spinnrade - Franz Schubert (romantismo)

Originalmente é um lied, ou seja, uma peça cantada, acompanhada por piano. Mas a versão que eu indico aqui é a transposta por Franz Liszt para piano solo. Uma das minhas peças favoritas das muitas que ele pegou de Schubert e transpôs.


13 - Arabesque Nº 1 - Claude Debussy (impressionismo)

A conhecidíssima Arabesque é também da primeira fase da carreira de Debussy, quando ele ainda flertava com o romantismo. É para piano.


14 - Andante do Concerto para Flauta e Harpa - Wolfgang Amadeus Mozart (classicismo)

Sim, peguei um movimento de uma obra maior. Porque numa lista assim não poderia faltar esse movimento belíssimo para flauta, harpa e orquestra.


15 - O Velho Castelo, de Quadros de uma Exposição - Modest Mussorgsky (romantismo)

Peguei uma das peças com mais efeito das que Maurice Ravel orquestrou dessa suíte de Mussorgsky. O uso do saxofone contribui para a atmosfera sinistra.


16 - Impromptu Nº 2 - Franz Schubert (romantismo)

Uma peça linda, e difícil para o piano. O problema não é a velocidade, mas o legato e o fraseado. Impromptu quer dizer Improviso, porque as peças têm um caráter descompromissado com a forma.


17 - La Fille aux Cheveux de Lin, dos Prelúdios - Claude Debussy (impressionismo)

Esse é o prelúdio para piano mais conhecido de Debussy, e é uma música maravilhosa.


18 - Larghetto do Concerto para Violino - Ludwig van Beethoven (romantismo)

O concerto para violino de Beethoven é um dos pilares do repertório desse instrumento. Mas além de ser importantíssimo, também é muito bonito. É para violino e orquestra.


19 - Alma Brasileira - Heitor Villa-Lobos (modernismo)

Uma música que todo estudante de piano brasileiro conhece. Porque parece mesmo que ele capturou a nossa alma. Do jeito dele.


20 - Adagio do Concerto em Ré menor - Alessandro Marcelo/Johann Sebastian Bach (barroco)

De um concerto para oboé, de Marcello, Bach extraiu esse movimento e fez um arranjo para teclado. Ficou super conhecido. Hoje em dia se toca no piano.


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