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Cantora gospel Amy Grant se prepara para celebrar os 35 anos de "Unguarded".


Uma das quatro capas de Unguarded

Anunciado através das redes sociais da artista em julho , "Unguarded", disco concebido estrategicamente para atrair um público mais secular e torná-la tão pop quanto Madonna e Cyndi Lauper em 1985, vai receber uma edição especial comemorativa para alegria dos fãs. Conforme prometido na publicação, o disco será reeditado pela Capitol Records em vinil duplo incluindo faixas ao vivo e depoimentos de Amy comentando sobre o processo de gravação.




O retorno do consumo do vinil, crescente a cada ano no mercado fonográfico, tem propiciado o relançamento de álbuns importantes da história da música internacional recheados de mimos para colecionadores mais ardorosos. No caso de Amy, a reedição de Unguarded, que recebeu um Grammy em 1986 na categoria "Melhor Performance Feminina, Gospel", visa relembrar ao grande público o caminho percorrido por ela para criar um filão que seria mais tarde conhecido por "música contemporânea cristã", isto é, uma sonoridade mais pop/rock, diluindo a pregação bíblica para um diálogo mais cotidiano e simplório da sua geração.


A mudança foi considerada radical e inapropriada para a comunidade cristã, que intencionava manter a artista restrita ao seu próprio público e que a ambiguidade das letras só atendia interesses comerciais. Porém, conforme o número de vendas de discos crescia, mais a gravadora sentia que Amy tinha apelo para abrangê-los. A visibilidade veio com Find a way, primeira música a ser lançada para promover o disco. Com solos de guitarra e

synths tocados por Robbie Buchanan (que já tinha passagem por álbuns de Sergio Mendes, Dionne Warwick, Chaka Khan e Barbra Streisand), que muito se assemelham ao som de bandas como Duran Duran ou A-ha, entrou fácil para o Top 10 da Billboard e os certificados de ouro e platina vieram na sequência.



Passados 30 anos, Unguarded ainda tem frescor, pois abriu portas para que artistas antes dedicados ao gospel ficassem à vontade para trilhar um caminho paralelo com a música secular, servindo de inspiração inclusive para cantoras evangélicas do Brasil que muito versionaram suas músicas para português, a exemplo de Cristina Mel, Aline Barros, Marina de Oliveira e Cristiane Carvalho






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Ivisson Cardoso ( @meucarovinho): Baiano de Salvador, iniciou suas atividades no ramo da música ainda quando estudante de Letras na UCSAL pelas redes sociais. Trocou residência por São Paulo em 2010 e passou a atuar como DJ na cidade. Já foi capa da revista Starwax Magazine na França e foi convidado pelo programa "Manos e Minas" da TV Cultura a apresentar a sua coleção de LP's no quadro "Discoteca Básica". Recentemente participou da série de TV "Rota do Vinil" em exibição pelo canal Music Box Brasil. 

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