Gabriel era um ser sem órgãos. Sem membros, sem sentidos e sem memória. Sua própria consciência teimava em regressar. Regressar para o indesejável presente. E ele lutava para continuar caindo. Uma dor excruciante percorria seu corpo fluido, mas, logo, passava.
O som de música parecia vir de sua cabeça. De onde vinha? Imaginação? E a música ia se tornando mais e mais definitiva, drástica, crucial, em um crescendo orquestral de rara maravilha.