• Rodrigo Vargas

top 10 melhores faixas de rock da década de 2010


Tame Impala

Como bem sabemos, o rock é um estilo que a cada década deixa marcas que podem ou não ser aproveitadas na década seguinte, e talvez justamente por isso ele seja um dos estilos musicais que se renova e muda tão rápida e intensamente, influenciando comportamentos, moda e outras tendências. Então a gente convidou o Rodrigo Vargas, ex-VJ e editor de cultura, para fazer uma sequência semanal arrebatadora daquilo que ele considera as melhores faixas para entender e, sobretudo, sentir (porque entender é coisa do século passado) o rock década a década. Ele não só topou como sugeriu fazer uma contagem regressiva começando nos anos de 2010 e indo até os anos 1950. Não precisa concordar com nada, só ligue o som e e aproveite a viagem!


10 – Je Ne Me Connais Pas (Mattiel): Americana, canta como se conhecesse a fundo o brega brasileiro.




9 – The Trip (Still Corners): Grupo de intenções maliciosas. Quer nos tirar do chão e elevar a qualquer altura. Vale a pena ouvir sem pressa.




8 – Sure (Hatchie): As músicas dela são tão leves que acalmam, completam. Se é possível ser pop sem ser popular, é ela. Tem vigor, talento e carisma.




7 – Evil (Greta Van Fleet): O Greta é a primeira banda de rock com adolescentes dessa geração a fazer sucesso entre os adolescentes, daí chega a velha guarda do rock e massacra os caras. Primeiro que ninguém tem bastão da sabedoria. Segundo que, se tivesse, não seriam eles. Atiram no próprio pé. Além de inibir a sobrevivência do rock, tentam desmantelar um grupo que é talentoso e que pode ser genial. Dica: escutar o primeiro trabalho dos Rolling Stones.




6 – UnAmerican (Dead Sara): Grupo potente, com discurso afiado e o peso que o rock precisa para chocar.




5 – Loose Change (Royal Blood): Esse duo é tão fodástico que se você ouvir e perceber que são apenas baixo e bateria de primeira, mudo meu nome.




4 – Level (Raconteurs): Essa é uma das poucas vezes na história em que uma banda de rock reúne caras já conhecidos e dá certo, completamente diferente do que seus membros fizeram previamente.




3 – Elephant (Tame Impala): A sonoridade do Impala varia de acordo com o humor de seu criador e quase onipresente líder, mas essa música é a síntese do que é.




2 – Exits (Foals): Impossível ouvir esses caras e não perceber a força do new wave e do indie oitentistas correndo pelas veias da banda e explodindo em sintetizadores e sonoridades contemporâneas. Frenéticos!




1 – Sunflower (Vampire Weekend): A número um tem motivo. Conseguiu ser original além de extremamente bem executada. Para quem diz que o rock morreu, começar por essa pode ser o início da vergonha.


Até a próxima década! Nos encontramos nos anos 2000!


RODRIGO VARGAS é do mundo. Nasceu em Goiânia, cresceu em Brasília, estudou em Londres e está cearense. Jornalista e psicólogo, teve bandas de rock e atuou como VJ na televisão. Foi apresentador e editor de cultura da afiliada à rede Globo no Ceará. O resto é história!

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