• Rafael Torres

Do meu caso com fones



Sou um entusiasta de fones de ouvido. Gosto bem mais deles que das caixas de som audiófilas. Se eu mesmo sou audiófilo? Não sei. Tenho pudor de ter um hobby tão caro. Além disso, se fizesse um teste cego, não sei se conseguiria discernir um fone bom, de R$ 3.000, de um super-hiper-de-ponta, de R$ 40.000 (!!). (Sobre pontos de exclamação: sempre vêm 1 ou 3. Patenteei o uso de 2.)

Mas já gastei um bom dinheiro com isso e continuo a gastar. Vejam os equipamentos que já tive:

  • Sennheiser HD 598 - Meu primeiro fone mais sério. Eu o tive por poucos meses, mas o adorava.

  • Sennheiser HD 559 - Excelente e despretensioso, foi meu por um tempo, só que mais recentemente (na verdade, até a semana anterior àquela em que escrevo esse texto). O "véu", que é um efeito de como se você estivesse escutando por trás de uma cortina, atrapalhava um pouco.

  • Sony WH-1000Xm3 - Bluetooth (sem fio) e com noise cancelling (um aparato que faz com que você escute quase nada do som externo), só pecava no excesso de graves. Quando tive o primeiro, estranhei muito, mas depois adquiri outro e me pareceu perfeito. Não é um som audiófilo, mas para agradar o ouvinte casual. O que significa que não é neutro e detalhado, expondo cada frequência com fidelidade ao som gravado; em vez disso, é um som potente, quando bate um bumbo, você chega a sentir a cabeça vibrar.

  • Sennheiser PXC 550 - Me arrependo ainda de ter vendido. Outro que era bluetooth e com noise cancelling, só que este tinha um som melhor que o Sony. Um som excepcional para um fone dessa categoria.

  • AKG N90Q - Tinha uma proposta (fones têm proposta?) diferente. Fazia cancelamento de ruído, mas funcionava com fio. Sonoridade espetacular, mas não era muito portátil: ficava grande e pesado na cabeça. Ainda tinha um mecanismo do futuro que, quando você apertava um determinado botão, ele emitia uma frequência que detectava a construção óssea da sua cabeça e adaptava o som a essa característica. Juro.

  • Sennheiser HD 660s - Na época eu não achava nada demais, mas depois que me desfiz e ouvi o novo (nem lembro qual era), vi que era sensacional. Foi o modelo mais high end que já tive, sendo claríssimo, mesmo mantendo um pouco do "véu Sennheiser".

  • Kuba Disco - O primeiro fone brasileiro com a proposta de ter alta performance. Mesmo a expectativa sendo alta, ele a superou. Foi um dos que decidi manter: não vendo meu Kuba. O que vocês vão ler mais sobre ele é que é tão bom quanto concorrentes que custam o dobro. Abaixo linkei o site da empresa do meu caro Léo Drummond.

  • Sennheiser HD 58x - Uma linha da Sennheiser (junto à Drop) que promete a mesma performance de outros da mesma marca com 2 a 3 vezes o preço. É como se a própria empresa resolvesse fazer seus genéricos. Este tem o mesmo driver e praticamente o mesmo som do HD 660s, trazendo um final feliz à minha jornada - com esse também fico.

Escrevi esse post porque, já sabem, gosto de enumerações, mas também porque existe um imenso público que compartilha desse meu entusiasmo. Há blogs, canais no YouTube, fóruns e grupos de WhatsApp dedicados exclusivamente ao assunto. Vamos a alguns links:


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