• Jéssica Frazão

TOP 8 STREAMINGS QUE VOCÊ DEVERIA CONHECER

Sabemos que a Netflix é uma das plataformas mais conhecidas dos consumidores no que diz respeito à exibição de video on demand (VOD). Em 2018, por exemplo, a Netflix ultrapassou a The Walt Disney Company, tornando-se a empresa de entretenimento com maior valor de mercado existente.


Ao utilizar serviços desta natureza, as pessoas escolhem o horário, o tipo de dispositivo (SmartTV, tablet, computador, videogame, celular) e o conteúdo a ser assistido, desde que disponíveis no catálogo da provedora.


Estas condições mudaram radicalmente a forma do consumidor se relacionar com o produto audiovisual, que antes era dependente de uma grade televisiva fixa, voltada para a necessidade de atender grandes audiências.


Pensando em ampliar o leque de opções, listo oito plataformas de streaming disponíveis no mercado (gratuitas e pagas), e que são, em geral, bem menos conhecidas que a Netflix ou outros serviços, como o Amazon Prime Video, o Globo Play, o Google Play, o Looke, o Telecine Play ou a Youtube Store.


8. Crunchyroll


O Crunchyroll é a plataforma mais indicada para os fãs de anime, mangás e séries de dorama. Se você é otaku, não pode deixar de acessar este serviço, que traz em seu acervo produções como “Naruto Shippuden”, “Attack on Titan” e “Dragon Ball Super”. As opções são atualizadas de acordo com o que é feito diretamente do Japão. O conteúdo é legendado (há algumas opções dubladas), e tudo está em alta definição. Para assistir, o assinante paga R$ 25,00 por mês. É possível receber 14 dias de teste

7. Darkflix


Criada pelo brasileiro Ernani Silva, a “Netflix para os fãs do horror” é feita “com o único propósito de aterrorizar seus usuários”. Voltada para o cinema fantástico, a Darkflix reúne filmes, séries de TV e animações de horror, ficção científica, fantasia, suspense e mistério, de forma totalmente gratuita. Para acessar, basta fazer um cadastro com e-mail e senha. O streaming estreou de forma gratuita com um catálogo de 666 filmes e 333 episódios de séries. Novas produções estão constantemente sendo adicionadas e atualmente ela disponibiliza um período de carência de sete dias, bastando fazer um cadastro simples e rápido. Depois da carência, é necessário pagar uma mensalidade de R$9,90.


6. SnagFilms



O SnagFilms é indicado para aqueles usuários que procuram opções mais independentes, indies, cults, e vencedoras de festivais de cinema, entre ficções, documentários ou séries, entre longas e curtas-metragens. Há, entretanto, dois contras: o primeiro é que, por ser um serviço gratuito, é necessária alguma publicidade, que pode estar no começo, meio ou final do filme. O segundo é que a plataforma disponibiliza seu conteúdo apenas em língua inglesa, sem opções de produções brasileiras ou legendas em português. Se a barreira do idioma não for um problema, é uma ótima alternativa.


5. Afroflix


O Afroflix é uma plataforma colaborativa, que oferece produções audiovisuais que tenham, pelo menos, uma pessoa negra assinando na parte técnica/artística das obras. Você encontra não apenas filmes de ficção, experimentais e documentais, mas também videoclipes, séries e webséries, vlogs e programas diversos que são produzidos, roteirizados, dirigidos ou protagonizados por pessoas negras. Todo o catálogo é gratuito para exibição. A plataforma disponibiliza, inicialmente, apenas conteúdos nacionais.


4. Philos



Esta plataforma é, de longe, a mais indicada para quem é fã de documentários. Seu acervo está dividido em categorias, sendo elas: “Arte e Cultura”, “Ciência e Pensamento” e “Povos e Culturas”. Algumas produções são classificadas como “especiais”. Dessa forma, é possível assistir séries e espetáculos inteiros de dança e música, documentários sobre artes plásticas, ciência, filosofia, história, biografias e entrevistas. O serviço custa R$ 9,90 nos 12 primeiros meses, e depois passa para R$ 14,90 por mês.



3. Oldflix


Com a ideia de apresentar produções “old but gold”, a Oldflix tem em seu catálogo cerca de 800 títulos, entre filmes, séries e animações, de produções realizadas até meados da década de 1990. A mensalidade custa R$ 12,90. Com o slogan “as emoções do passado você revive aqui”, é possível assistir desde Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio De Sica; Ensaio de Orquestra (1979), de Federico Fellini; A Felicidade Não Se Compra (1947), de Frank Capra; até séries e desenhos como A Feiticeira (1974-1982), Caverna do Dragão (1983-1985) e Dragon Ball Z (1989-1996). O serviço foi criado em 2016, no Rio Grande do Norte, por Manoel Ramalho e seu filho Wagner Wanderley.



2. SPcine Play



Para quem é amante do cinema brasileiro, esta é a única plataforma pública de streaming do Brasil, feita com iniciativa da Prefeitura de São Paulo, com intermédio da Secretaria de Cultura. A curadoria é responsável por disponibilizar filmes integrantes das principais mostras e festivais de cinema de São Paulo. Entre os títulos, estão: O Menino e Mundo (2014), de Alê Abreu; Mãe Só Há Uma (2016), de Anna Muylaert; Ausência (2014), de Chico Teixeira, entre vários outros. O aluguel da obra pode ser gratuito ou custar R$ 3,90, e o usuário tem até sete dias para assistir. A mediação até o espectador é feita pelo serviço do Looke.



1. Mubi


Por fim, o Mubi é indicado para quem é cinéfilo, uma vez que seu catálogo é dedicado aos filmes de arte, premiados em festivais, produções independentes, clássicos e cults. Por R$ 27,90 por mês é possível assistir aos filmes, que passaram por uma curadoria. A cada dia, uma nova opção aparece e outra sai do catálogo (por isso serão sempre 30 filmes disponíveis por mês), de forma que o espectador precisa se organizar para assistir determinada produção, antes que ela saia da plataforma. É uma maneira interessante de se relacionar com aquela obra específica, bastante diferente da imensidão de filmes que a Netflix oferece, e que por vezes damos pouco valor.


JÉSSICA FRAZÃO é produtora audiovisual e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). É integrante do Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema (Elviras) e colunista cinematográfica no jornal O Município Blumenau, com "Das Kino - Um olhar crítico sobre o cinema".



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