• Rafael Torres

Darren W. Chamberlain - o pianista que não é


Quando você escreve partituras no computador, você usa um programa feito pra isso. Esse programa (por exemplo, Finale ou Sibelius) toca a sua partitura, com um som sampleado, ou seja, pre-gravado. Ele já vem com os sons de alguns instrumentos, mas você pode comprar outros sons que lhe agradem mais. Um verdadeiro expert, com uma biblioteca de sons profissional, pode fazer uma orquestra sampleada soar quase como uma real. Mas ainda não chegamos no ponto em que esses samples substituam músicos de carne e osso. Na verdade, estamos bem longe.


Estava eu pesquisando a discografia da Cristina Ortiz e tinha um álbum em que ela participava, mas não tocava todo. Na obra em questão, o Segundo Concerto para Piano e Orquestra de Rachmaninoff, quem tocava era um tal de Darren W. Chamberlain. Só que não. Era claramente sampleado. Era o Finale ou o Sibelius.


Depois fui ouvir mais do cara. Ele tem vários discos lançados. Os Prelúdios de Debussy, todos sampleados. Mr. Chamberlain, o que você está escondendo?


Fui pesquisar no Google e encontrei pouquíssima informação sobre o cara. Mas tem uma biografia que diz que ele é de Birmingham, Inglaterra. Essa bio o trata como se fosse assunto sério. Mas ouça aí em baixo.

Se alguém souber do que se trata, por favor escreva aí. Pode ser um experimento, ver se o público engole essas gravações como reais. Mas acho difícil, são muito mal feitas. Pode ser também que seja a carreira dele, lançar essas obras sampleadas. Eu tô sem saber.

 

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